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domingo, 22 de abril de 2012

Escolhendo o filhote ( Parte 2)


Já escolhida a raça, devemos no atentar ao sexo do filhote analisando cuidadosamente as características de cada gênero, e, principalmente, conhecendo que tipo de mudanças de comportamento e hábitos, o desenvolvimento hormonal pode trazer ao seu filhote.

A fêmea é mais meiga, mais protetora, mais carinhosa. Conforme atinge a fase adulta, suas brincadeiras vão amadurecendo. É mais higiênica, aprendem facilmente a fazer as necessidades do lugar correto,não são fujonas como os machos,porém no cio é capaz de fugir para procurar um macho. Ficam sensíveis quando estão no cio ( que ocorre a cada 6 meses), sentem cólicas e nesse período o animal requer mais atenção,o sangramento trás incômodos para os proprietários pois sujam tapetes e sofás.

O macho tem o temperamento mais estável que as fêmeas por sofrerem menos com as mudanças hormonais, são mais agressivos que as fêmeas, aprendem a fazer xixi no lugar certo, mas por causa do instinto de demarcar território, esquecem esse aprendizado. São mais bobalhões e por isso parecem não crescer nunca, sendo mais bagunceiro que as fêmeas, e podem fugir com freqüência ainda mais se sentirem o cheiro de fêmeas no cio.

Os primeiros dias dos filhotes são importantes na construção de um relacionamento harmonioso entre o filhote e sua nova “família”, portanto, seja paciente e compreensivo. Por isso algumas dicas são importantes na compra ou adoção de um filhote:
  • O ideal é levá-lo para casa nos fins de semana e no período da manha, pois assim terá o dia todo para dar atenção;
  • Oferecer um local onde o filhote sinta-se seguro e confortável;
  • Estabelecer um local para a alimentação colocando o bebedouro e o comedouro , e este lugar deve ficar longe do local onde servira de banheiro
  • Como o filhote chora ‘a noite , pela ausência da mãe,o ideal é colocar objetos como:bolsa de água quente, um pano com o cheiro da mãe, alguns brinquedos e um relógio tic-tac para distraí-los, nunca apareça para pega-los pois associaram o choro a sua presença;
  •  No processo de adaptação o filhote ira descobrir quem é o líder da matilha por isso os limites devem ser estabelecidos desde o inicio.

Outro passo importante é a escolha do nome, a primeira coisa que você precisara lembrar é que você irá usar este nome muitas vezes durante o dia e , portanto, tem de ser um nome agradável e de fácil assimilação. Ele também precisa ser um nome que seu animal possa reconhecer facilmente, nomes para o seu animal que são difíceis de pronunciar farão com que seu animal de estimação demore mais tempo para assimilar ou se acostumar com o nome escolhido, quanto mais curto os nomes, mais rápida a resposta do animal. Mudar o nome de seu animal pode ser uma tarefa difícil, especialmente para o animal, por isso deve sempre manter o mesmo nome depois de escolhido.

Espero ter ajudado!!!!

Lorena Figueira

Médica Veterinária

domingo, 15 de abril de 2012

Escolhendo o filhote ( PARTE 1)



Possuir um animal de estimação proporciona não só prazer e alegrias, mas também é uma higiene mental. Estudos mostram que quem possui animais sofre menos de stress e são mais saudáveis.


A decisão de viver com um animal em sua casa não deve ser uma decisão tomada de um dia para o outro. Um animal tem necessidades básicas e, é necessário aprender a viver com eles. Em media um cão ou um gato vive 10 anos e nesse tempo ele fará parte da sua família.
Devemos nos preocupar primeiro com que animal escolher: cão ou gato. A escolha do seu animal deve levar em conta sua preferência pela espécie e sua própria personalidade.





  • Gatos: são mais independentes do que cachorros, mas não dispensam carinho. Para os amantes dessa espécie, o


  • seu ar de mistério, auto confiança, altivez e não submissão, o tornam mais atraentes e fascinantes. Ele é autêntico, agindo de acordo com seus sentimentos, sinceros em suas atitudes, não temendo manifestar o que lhe desagrada. Combinam um forte senso de independência com profunda afeição ao dono. São auto-suficientes, aprende facilmente a viver dentro das regras da casa e se adaptam bem a casas e apartamentos. Tem boa convivência com crianças.




  • Cães: são animais mais dependentes que os gatos, são amorosos e companheiros o que os fazem precisar de mais atenção. Geralmente são ótimos com crianças e aprendem as regras da casa facilmente. Dependendo a raça poderá viver bem em casa ou apartamento.
    Escolhida a espécie, é importante ter o conhecimento mínimo da raça que vamos criar, pois cada raça possui suas características comportamentais, e por isso a indicação seria baseada na personalidade dos proprietários. Por esse motivo, neste nosso post, falaremos um pouco das raças mais conhecidas .


Em se falando de gatos, as raças mais cobiçadas seriam:
Bengal: Possui o pêlo Curto, espesso, macio e sedoso, é de porte médio a grande e como característica comportamental pode citar ser amável, inteligente, curioso e divertido.
Persa: Possui o pêlo longo, denso, fino e espesso, é de porte médio a grande e como característica comportamental podemos dizer que são calmos e dóceis.
Siamês: Possui o pêlo curto, fino e lustroso, é de porte médio e como característica comportamental demonstra-se inquieto, inteligente e ciumento. SRD: Possui o pêlo curo ou longo, é de porte médio e tem características comportamentais variadas.
Angorá: Possui o pêlo semi longo, é de porte médio e como característica comportamental podemos dizer que são brincalhões, dóceis amistosos inteligentes e carinhosos.



Quando a gente fala em cães, devemos usar uma metodologia diferenciada por causa da grande variedade de raças, então agrupamos em grupos de criadores com objetivos ou características semelhantes:
Para quem tem crianças: Seria indicado cães que fossem brincalhões, e ativos como é o caso do Beagle, Cocker Spaniel, Rhodesian Ridgeback, Border Collie, Golden Retriever, Dachshund, Labrador, Boxer.
Para esportistas: Aqui o indicado seria animais que necessitem muito de exercício e que possuam o corpo relativamente leve e o focinho longo facilitam a respiração durante as corridas como é o caso do Dobermann, Pastor-alemão,Galgo, Dachshund, Boxer,Collie, Fox Terrier.
Para conviver com outros animais: O indicado seria animais dóceis e bastante sociáveis. De forma geral, que lidem bem com outros bichos no mesmo espaço. Como é o caso do Whippet, Labrador, Sheepdog, Boston Terrier.
Para o campo: O indicado seria animais com pelagem curta por correr menor risco de ser infestados por parasitas comuns em espaços com vegetação, como carrapatos e pulgas como é o caso do Dobermann, Rottweiler, Weimaraner e Boxer
Para apartamentos: O ideal seria animais que não necessitem de grandes áreas para correr, brincar e gastar energia. Passeios diários de 30 minutos são suficientes para raças como Pug, Lhasa Apso, Papillon, Yorkshire e Poodle Toy
Para quem passa o dia fora: O ideal seriam raças que linhagens lidam melhor com a solidão. Essas podem passar horas sem exigir atenção como é o caso do Buldogue, Pug, Akita, Chow-chow, Husky Siberiano.

É importante lembrar que quando se trata de seres vivos, existem alterações entre indivíduos mesmo que pertenção a mesma raça , aqui dois e dois nem sempre é igual a quatro. Procurar o Medico Veterinário para tirar suas duvidas é o melhor caminho sempre.



Espero ter ajudado!!!!



Lorena Figueira
Médica Veterinária