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terça-feira, 16 de outubro de 2012

A origem e a domesticação dos cães

Lobo Cinzento

É difícil determinar quando  e como os cães domésticos surgiramVarias são as teorias para  a sua origem. Sabemos que todas as teorias são baseadas em achados arqueológicos e a partir de tais informações obtém-se poucas respostas para muitas perguntas.

Uma das teorias aponta para um início anterior ao processo de domesticação, apresentando a separação de lobo e cão há cerca de 135 000 anos, sob a luz dos encontrados restos de canídeos com uma morfologia próxima à do lobo cinzento misturados com ossadas humanas. Outras, cujas cronologias são mais recentes, sugerem que a domesticação em si começou há cerca de 30 000 anos, os primeiros trabalhos caninos e o início de uma acentuada evolução entre 15 000 e 12 000, e por volta de 20% das raças encontradas atualmente, entre 10 000 e 8000 anos no Oriente Médio.

Mas não é só ai que cabem duvidas. Os cães de hoje foram originados apartir de um ancestral comum, isso é fato, mas seria ele o Miacis  ( também ancestral do gato?) que é semelhante a uma doninha e existiu há 40 milhões de anos., originado de um grupo de mamíferos primitivos - os Creodontes - que viveram há cerca de 140 milhões de anos. Na cadeia evolutiva, surge a seguir o Cynodictis, que se desenvolveu cerca de 21 milhões de anos mais tarde, seguindo-se o Cynodesmus e por fim o Tomarctus, que originou os canídeos entre eles os lobos e os chacais. Um fato complica ainda mais a tentativa de descobrir a origem do cão doméstico, é que os lobos, chacais e cães e coiotes são capazes de se reproduzir entre si. Em 1972,o pesquisador finlandês - Bjorn Kurtén (Professor de paleontologia da Universidade de Helsinki) relatou os achados paleontológicos da época, demonstrando que o ancestral direto do cão era o lobo, que migrou da América para a Espanha.

Realmente não se chega a um denominador comum para a origem do cão doméstico, porém sabe-se que a sua domesticação começou quando os lobos-cinzentos e chacais, que viviam em volta dos acampamentos pré-históricos, passaram a se alimentar de restos de comida ou carcaças deixadas como resíduos pelos caçadores-coletores. A domesticação do cão se deu exclusivamente por interesse dele. Não se utilizou de coação. Ele procurou o homem para obter alimentos e o homem o aceitou e passou a utilizar sua habilidade para perseguir e desalojar a caça. Quando voltavam da caçada, os animais deitavam nas proximidades da "casa" do homem e a aproximação de um ser estranho era avisada com latidos e perseguição. Tomando conta de seu território, passou a tomar conta dos objetos do homem e este descobriu mais uma utilização do cão: a da guarda.

Com o passar do tempo essa relação foi se estreitando  os cães foram ganhando espaço e hoje  se tornaram membro das familias.

Lorena Figueira

Médica Veterinária

 Referencias:

http://www.cesaho.com.br/biblioteca_virtual/arquivos/arquivo_289_cesaho.pdf

http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A3o#Origem_e_hist.C3.B3ria_da_domestica.C3.A7.C3.A3o


 


 



sábado, 26 de maio de 2012

Artrose

 


Artrose em cães


Quando se fala em artrose (degeneração e desgaste das articulações) se pensa logo em animais idosos, e é nesse período que os problemas de saúde começam a aparecer.

As articulações, no geral, são formadas por extremidades ósseas forradas por cartilagem articular, fechadas por uma cápsula articular, e contém um líquido chamado de líquido sinovial. Elas são sustentadas por ligamentos. A cartilagem tem como função absorver e distribuir as forças impostas as articulações. Com o avançar da idade as articulações vão se desgastando (deformidade nas extremidades ósseas, perda da cartilagem, e diminuição do líquido sinovial), com isso ocorre o impacto entre os ossos que é muito dolorido.

A artrose pode ser primária ou secundária. A primária caracteriza-se pela ausência de um fator desencadeador inicial, enquanto que a segunda é conseqüência de um episódio agudo de artrite ( doença aguda, uma resposta inflamatória na articulação cuja causa inicial muitas vezes é conhecida. Assim, fala-se de artrite infecciosa ou supurativa, poliartrite reumatóide ou artrite traumática). O papel da idade parece evidente no primeiro caso, uma forma de artrose que se encontra muito raramente nos indivíduos jovens.

Os cães de grande porte são os que mais sofrem por terem que sustentar um peso maior nessas articulações, principalmente na do quadril (coxo-femoral). Já nos cães de pequeno porte o desgaste normalmente é menor, fazendo-os sofrer um pouco menos.

As articulações mais acometidas são: ombro, cotovelo, quadril e joelho, sem falar nas articulações intervertebrais que podem ser acometidas por osteofitos, que são os famosos ‘bicos de papagaio’.

Os principais sintomas são: claudicação ( manqueira) que tem seu estado piorado nos tempos frios; dificuldade e/ou DOR ao se levantar e deitar, ao se locomover e subir escadas, e tremores musculares.

O diagnóstico é firmado com base no exame clínico, anamnese (histórico do animal) e radiografias. Já o tratamento é feito com antiinflamatórios, analgésicos e regeneradores articular, podendo ter o auxílio da acupuntura e fisioterapia. Em alguns casos pode-se indicar a cirurgia.
A prevenção tem grande importância nesses casos, pois pode retardar os processos degenerativos: evitar obesidade, piso liso e escorregadio principalmente para cães grandes e gigantes, manter sempre alimentação correta caminhadas em pisos firmes para ajudar a fortalecer a musculatura para sustentar melhor as articulações e o próprio corpo e buscar orientações de um Veterinário .

Vale lembra que a artrose é um patologia de caráter crônico, o paciente não ficará curado. O tratamento é para controlar a dor e com isso permitir uma qualidade de vida melhor para o paciente.

Espero ter ajudado

Lorena Figueira
Médica Veterinária

Fonte: http://www.dogtimes.com.br/artrose.htm

domingo, 22 de abril de 2012

Escolhendo o filhote ( Parte 2)


Já escolhida a raça, devemos no atentar ao sexo do filhote analisando cuidadosamente as características de cada gênero, e, principalmente, conhecendo que tipo de mudanças de comportamento e hábitos, o desenvolvimento hormonal pode trazer ao seu filhote.

A fêmea é mais meiga, mais protetora, mais carinhosa. Conforme atinge a fase adulta, suas brincadeiras vão amadurecendo. É mais higiênica, aprendem facilmente a fazer as necessidades do lugar correto,não são fujonas como os machos,porém no cio é capaz de fugir para procurar um macho. Ficam sensíveis quando estão no cio ( que ocorre a cada 6 meses), sentem cólicas e nesse período o animal requer mais atenção,o sangramento trás incômodos para os proprietários pois sujam tapetes e sofás.

O macho tem o temperamento mais estável que as fêmeas por sofrerem menos com as mudanças hormonais, são mais agressivos que as fêmeas, aprendem a fazer xixi no lugar certo, mas por causa do instinto de demarcar território, esquecem esse aprendizado. São mais bobalhões e por isso parecem não crescer nunca, sendo mais bagunceiro que as fêmeas, e podem fugir com freqüência ainda mais se sentirem o cheiro de fêmeas no cio.

Os primeiros dias dos filhotes são importantes na construção de um relacionamento harmonioso entre o filhote e sua nova “família”, portanto, seja paciente e compreensivo. Por isso algumas dicas são importantes na compra ou adoção de um filhote:
  • O ideal é levá-lo para casa nos fins de semana e no período da manha, pois assim terá o dia todo para dar atenção;
  • Oferecer um local onde o filhote sinta-se seguro e confortável;
  • Estabelecer um local para a alimentação colocando o bebedouro e o comedouro , e este lugar deve ficar longe do local onde servira de banheiro
  • Como o filhote chora ‘a noite , pela ausência da mãe,o ideal é colocar objetos como:bolsa de água quente, um pano com o cheiro da mãe, alguns brinquedos e um relógio tic-tac para distraí-los, nunca apareça para pega-los pois associaram o choro a sua presença;
  •  No processo de adaptação o filhote ira descobrir quem é o líder da matilha por isso os limites devem ser estabelecidos desde o inicio.

Outro passo importante é a escolha do nome, a primeira coisa que você precisara lembrar é que você irá usar este nome muitas vezes durante o dia e , portanto, tem de ser um nome agradável e de fácil assimilação. Ele também precisa ser um nome que seu animal possa reconhecer facilmente, nomes para o seu animal que são difíceis de pronunciar farão com que seu animal de estimação demore mais tempo para assimilar ou se acostumar com o nome escolhido, quanto mais curto os nomes, mais rápida a resposta do animal. Mudar o nome de seu animal pode ser uma tarefa difícil, especialmente para o animal, por isso deve sempre manter o mesmo nome depois de escolhido.

Espero ter ajudado!!!!

Lorena Figueira

Médica Veterinária

domingo, 15 de abril de 2012

Escolhendo o filhote ( PARTE 1)



Possuir um animal de estimação proporciona não só prazer e alegrias, mas também é uma higiene mental. Estudos mostram que quem possui animais sofre menos de stress e são mais saudáveis.


A decisão de viver com um animal em sua casa não deve ser uma decisão tomada de um dia para o outro. Um animal tem necessidades básicas e, é necessário aprender a viver com eles. Em media um cão ou um gato vive 10 anos e nesse tempo ele fará parte da sua família.
Devemos nos preocupar primeiro com que animal escolher: cão ou gato. A escolha do seu animal deve levar em conta sua preferência pela espécie e sua própria personalidade.





  • Gatos: são mais independentes do que cachorros, mas não dispensam carinho. Para os amantes dessa espécie, o


  • seu ar de mistério, auto confiança, altivez e não submissão, o tornam mais atraentes e fascinantes. Ele é autêntico, agindo de acordo com seus sentimentos, sinceros em suas atitudes, não temendo manifestar o que lhe desagrada. Combinam um forte senso de independência com profunda afeição ao dono. São auto-suficientes, aprende facilmente a viver dentro das regras da casa e se adaptam bem a casas e apartamentos. Tem boa convivência com crianças.




  • Cães: são animais mais dependentes que os gatos, são amorosos e companheiros o que os fazem precisar de mais atenção. Geralmente são ótimos com crianças e aprendem as regras da casa facilmente. Dependendo a raça poderá viver bem em casa ou apartamento.
    Escolhida a espécie, é importante ter o conhecimento mínimo da raça que vamos criar, pois cada raça possui suas características comportamentais, e por isso a indicação seria baseada na personalidade dos proprietários. Por esse motivo, neste nosso post, falaremos um pouco das raças mais conhecidas .


Em se falando de gatos, as raças mais cobiçadas seriam:
Bengal: Possui o pêlo Curto, espesso, macio e sedoso, é de porte médio a grande e como característica comportamental pode citar ser amável, inteligente, curioso e divertido.
Persa: Possui o pêlo longo, denso, fino e espesso, é de porte médio a grande e como característica comportamental podemos dizer que são calmos e dóceis.
Siamês: Possui o pêlo curto, fino e lustroso, é de porte médio e como característica comportamental demonstra-se inquieto, inteligente e ciumento. SRD: Possui o pêlo curo ou longo, é de porte médio e tem características comportamentais variadas.
Angorá: Possui o pêlo semi longo, é de porte médio e como característica comportamental podemos dizer que são brincalhões, dóceis amistosos inteligentes e carinhosos.



Quando a gente fala em cães, devemos usar uma metodologia diferenciada por causa da grande variedade de raças, então agrupamos em grupos de criadores com objetivos ou características semelhantes:
Para quem tem crianças: Seria indicado cães que fossem brincalhões, e ativos como é o caso do Beagle, Cocker Spaniel, Rhodesian Ridgeback, Border Collie, Golden Retriever, Dachshund, Labrador, Boxer.
Para esportistas: Aqui o indicado seria animais que necessitem muito de exercício e que possuam o corpo relativamente leve e o focinho longo facilitam a respiração durante as corridas como é o caso do Dobermann, Pastor-alemão,Galgo, Dachshund, Boxer,Collie, Fox Terrier.
Para conviver com outros animais: O indicado seria animais dóceis e bastante sociáveis. De forma geral, que lidem bem com outros bichos no mesmo espaço. Como é o caso do Whippet, Labrador, Sheepdog, Boston Terrier.
Para o campo: O indicado seria animais com pelagem curta por correr menor risco de ser infestados por parasitas comuns em espaços com vegetação, como carrapatos e pulgas como é o caso do Dobermann, Rottweiler, Weimaraner e Boxer
Para apartamentos: O ideal seria animais que não necessitem de grandes áreas para correr, brincar e gastar energia. Passeios diários de 30 minutos são suficientes para raças como Pug, Lhasa Apso, Papillon, Yorkshire e Poodle Toy
Para quem passa o dia fora: O ideal seriam raças que linhagens lidam melhor com a solidão. Essas podem passar horas sem exigir atenção como é o caso do Buldogue, Pug, Akita, Chow-chow, Husky Siberiano.

É importante lembrar que quando se trata de seres vivos, existem alterações entre indivíduos mesmo que pertenção a mesma raça , aqui dois e dois nem sempre é igual a quatro. Procurar o Medico Veterinário para tirar suas duvidas é o melhor caminho sempre.



Espero ter ajudado!!!!



Lorena Figueira
Médica Veterinária

sexta-feira, 9 de março de 2012

Cuidado com o neonato



Após o parto é importante realizar a inspeção de cada filhote recém nascido, verificando assim o seu estado físico ( peso, alterações físicas) para, caso necessário encaminhar-los para atendimento veterinário.


Todo filhote, com até dez dias de idade, é considerado um neonato. É um período onde diversos cuidados devem ser tomados, pois eles ainda não possuem todas as defesas orgânicas para sobreviver. A fêmea e sua ninhada devem estar sempre abrigadas de frio e vento; devendo ser o local seco, ter temperatura agradável e ventilação indireta.Os filhotes irão mamar logo após o nascimento e assim vão adquirir anticorpos passados pelo leite materno.Caso a mãe não possa amamentá-lo ,seja por rejeição, agalactia ( falta de leite) ou por infecção no leite, o filhote deverá ser amamentado de forma artificial, que será orientado pelo veterinário. A mãe permanecerá no ninho o dia todo, só saindo para urinar e defecar. Ela irá comer os dejetos dos filhotes. Muitas fêmeas podem ficar agressivas com a aproximação de estranhos ou mesmo do dono, podendo assim atacar.


Os neonatos abrem os olhos com 10 a 15 dias de idade. É nesse período que eles começam a dar os primeiros passos, estando ativos.Com um mês de vida deverão receber a primeira dose do remédio de verme orientado pelo Médico Veterinário. Período esse onde, com o nascimento dos primeiros dentes, poderá ser introduzida alimentação artificial, visto que a mãe passa a ficar menos tempo com eles.Essa alimentação deverá ser apropriada para filhotes, de preferência os mais macios.Água também deverá ser mantida a disposição dos animais.Tendo aprendido a se alimentar sozinho, o filhote poderá ser separado da mãe, o que normalmente ocorre com 45 dias, período que coincide com a primeira dose de vacina como já mencionamos em outro post.



Espero ter ajudado !!!!




Lorena Figueira
Médica Veterinária

sábado, 24 de dezembro de 2011

NATAL!!!




Gente, chegou o Natal, data tão especial e tão esperada. Use-mos esse momento para lembrar-mos que dos ensinamentos de Jesus Cristo, nosso senhor.




Pensando no que escrever pra vocês, recebi uma mensagem via Facebook da minha única tia por parte de mãe e achei o que gostaria de lhes falar.




"Que neste Natal o menino Jesus, ilumine seus lares e familiares, trazendo alegrias, paz, saúde, amor e harmonia! Feliz Natal e no Ano Novo, não se esqueçam de buscar a realização de seus sonhos, amar seus amores, rever seus amigos, perdoar seus inimigos e, principalmente acreditar que cada dia poderá ser melhorado com as boas atitudes de cada um.Prosperidade, sucesso e tudo de bom que a vida possa oferecer, é o que desejo a vocês, queridos parentes e amigos(as). Um abraço carinhoso em cada um de vocês...."




Obrigada Tia!!!




Boas Festas!!!!




Ate breve.








Lorena Figueira




Médica Veterinária

sábado, 17 de dezembro de 2011

Reprodução: O parto



É chegado o momento do parto, a fêmea demonstrará assim inquietação, micções e freqüentes.Vinte e quatro horas antes do parto a fêmea deixa de comer e começa a se aninhar, procurando lugares mais calmos e até mesmo escuros, muitas vezes carregando panos que estejam ao seu alcance para o lugar escolhido como se estivesse fazendo o próprio ninho, o que pode deixar a fêmea ofegante e cansada. A temperatura corpórea baixa em 1 ou 2ºC, e quanto mais próximo do momento do parto, mais agitada e inquieta a fêmea ficará. É ideal disponibilizar água para a fêmea.
A fêmea começa a ter contrações regulares cada vez mais freqüentes. Pode deitar-se ou pode querer movimentar-se, ao fim de algumas horas (até 12 horas no 1º parto) faz-se a expulsão do primeiro filhotinho. A bolsa romper-se antes ou durante a expulsão do feto. Depois do primeiro filhote nascer, a fêmea irá cortar o cordão umbilical, lamberá o filhote para o estimular, os próximos vão nascendo com intervalos de tempo que podem variar de alguns minutos até algumas horas. Um período normal de repouso sucede cada nascimento. Durante este período ocorrem contrações mais leves, que auxiliam na expulsão dos envoltórios e secreções, na preparação para o próximo nascimento. Nascido o último filhote a cadela apresentar-se-á mais relaxada, sem contrações e preocupa-se em atender seus filhotes. Deve ser permitida a ela a oportunidade de urinar e defecar.

É comum a fêmea ingerir a placenta, envoltórios e secreções. Isso poderá causar vomito e diarréia nas mesmas, o que será normal. Sabe-se que a placenta é rica em nutrientes.

Minutos após o nascimento, quando o filhote já está bem, inicia-se a mamada que normalmente ocorre a cada 2 ou 3 horas.

Desde que o estado da fêmea seja normal e o seu pré- natal ter sido realizado de maneira correta não há necessidade de maiores cuidados. Porem,é conveniente manter a cadela em observação durante 48 horas após o término do parto, para certificar-se de que não há filhotes ou placentas remanescentes no útero.

Fique atento aos sinais de sua cadela ou gata e a qualquer suspeita de problema procure o veterinário de sua confiança!

Até mais

Lorena Figueira
Médica Veterinária